NRF 2025: torne suas lojas insubstituíveis Comentários desativados em NRF 2025: torne suas lojas insubstituíveis 1028

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Na era em que tudo está a um toque de distância, o desafio para as lojas físicas é enorme: como competir com alternativas digitais que são mais rápidas e convenientes? A resposta pode estar em explorar necessidades humanas mais profundas, como o desejo de experiências sensoriais, pertencimento e participação em celebrações culturais.

Kevin Ervin Kelley, designer de experiências e autor de IRREPLACEABLE, compartilhou três décadas de aprendizado em sua palestra na NRF 2025, destacando princípios e ferramentas que podem transformar o varejo. A seguir, resumimos os principais insights desse evento inspirador.

1 – A influência do ambiente no comportamento do consumidor

O design e o layout das lojas desempenham um papel essencial na forma como os consumidores percebem e interagem com os espaços de varejo. Um ambiente positivo pode melhorar a experiência do cliente, incentivando compras e fidelidade.

Por exemplo, uma rede de restaurantes redesenhou seu espaço para criar uma atmosfera mais acolhedora, o que resultou na duplicação de suas vendas. Esse caso evidencia como o design estratégico pode impactar positivamente a tomada de decisões dos consumidores.

2 – Criando um senso de comunidade nos espaços de varejo

Espaços que promovem um senso de pertencimento e interações sociais são altamente valorizados pelos consumidores nos dias atuais.

O The Grove, em Los Angeles, é um exemplo claro: projetado para fomentar o sentimento de comunidade, esse local atrai mais visitantes do que a Disneyland, oferecendo um ambiente em que as pessoas se reúnem, interagem e criam memórias.

3 – O papel das emoções no varejo

As emoções são um poderoso motor de decisões. Conexões emocionais com marcas não apenas impulsionam as vendas, mas também aumentam a lealdade dos consumidores.

Estratégias que entendem e exploram essas conexões emocionais são essenciais para criar experiências memoráveis e insubstituíveis.

4 – O conceito da “fogueira” no varejo

Inspirado nas antigas fogueiras como pontos de encontro, Kevin Kelley introduziu esse conceito como uma maneira de atrair e engajar consumidores. Espaços que funcionam como uma “fogueira” oferecem um ponto focal para interações sociais, reforçando o senso de comunidade e criando um diferencial para a marca.

5 – O poder das experiências sensoriais

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Crédito: LinkedIn Kevin

“Tudo no seu corpo passa pelos sentidos. Se você quer entender os seres humanos, comece pelos sentidos primeiro”, afirmou Kelley.

Lojas que oferecem experiências sensoriais envolventes podem capturar a atenção e a memória dos consumidores, criando uma vantagem competitiva em um mercado saturado.

6 – Contando histórias para construir marcas

O storytelling é outra ferramenta poderosa discutida na palestra. Marcas que se conectam com os consumidores por meio de histórias autênticas criam laços mais profundos e duradouros.

Quando alinhados aos valores do público, esses relatos reforçam a identidade da marca e geram engajamento com todo o público.

7 – A importância das lojas físicas para interações sociais

Embora a tecnologia ofereça conveniência, as lojas físicos ainda são fundamentais para promover conexões humanas. Layouts bem planejados incentivam interações espontâneas e criam momentos significativos que nenhum app pode substituir.

Conclusão: é hora de fortalecer sua loja física

Para prosperar na economia de substituição, os varejistas precisam ir além de preços competitivos e conveniência. Criar experiências insubstituíveis exige explorar as emoções, construir comunidades e oferecer experiências sensoriais memoráveis.

Inspirado pela filosofia de Kevin Ervin Kelley, o futuro do varejo está em projetar espaços que não são apenas lugares para comprar, mas destinos para se conectar e celebrar a humanidade.

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5 lojas phygital que estão revolucionando o varejo Comentários desativados em 5 lojas phygital que estão revolucionando o varejo 69995

phygital

O conceito phygital está transformando o varejo, unindo o melhor do mundo físico e digital para criar experiências imersivas e personalizadas no ponto de venda (PDV). Combinando tecnologia, design inovador e interação em tempo real, algumas lojas estão elevando a experiência do consumidor a um novo patamar.

Confira cinco lojas phygital que estão revolucionando o varejo:

1. Bandai Namco Cross Store: o paraíso dos fãs de cultura pop japonesa

Se você é fã de anime, jogos e colecionáveis, vai adorar a Bandai Namco Cross Store nos Estados Unidos. Depois do sucesso da unidade de Londres, essa megaloja na Industry City reúne todas as marcas icônicas da empresa em um só lugar:

  • 10 espaços oficiais dedicados a produtos exclusivos da Bandai Namco;
  • Colecionáveis e estatuetas de animes e games;
  • Jogos de cartas exclusivos, como One Piece Card Game;
  • A volta nostálgica dos Tamagotchis;
  • Itens de PAC-MAN, Tekken e Dragon Ball.

Localizada no Japan Village da Industry City, a loja proporciona uma experiência imersiva, com mercado japonês, barracas de comida, loja de saquê e muito mais. Mais do que um ponto de venda, a Cross Store é um espaço para viver o universo da Bandai Namco de forma autêntica e interativa.

2. Adore Beauty: tecnologia e personalização no varejo físico

A Adore Beauty, conhecida por revolucionar o e-commerce de beleza, expandiu sua estratégia para lojas físicas. Sua unidade em Melbourne é um verdadeiro hub de tecnologia e experiência personalizada.

O local conta com o observ 520x, que faz uma análise digital detalhada da pele para recomendações personalizadas; um espaço para eventos e masterclasses, aproximando clientes e marcas; e mais de 300 marcas disponíveis, criando um mix completo para diferentes perfis de consumidor.

Ao apostar em um ambiente interativo, a Adore Beauty reforça seu compromisso com inovação e conhecimento no setor de beleza.

3. Nike House of Innovation: O Futuro do Varejo em Nova York

Localizada na Quinta Avenida, em Manhattan, a Nike House of Innovation redefine o conceito de loja física com seis andares de tecnologia e design interativo.

O espaço conta com pagamentos móveis e acesso a informações por QR Codes, bases de manequim Scenic, ativadas digitalmente e personalizadas e ambientes multissensoriais que conectam o consumidor diretamente à marca.

Combinando elementos digitais e físicos, a Nike House of Innovation é um exemplo de varejo phygital de alta performance

4. Boutique Jacquemus em Paris: o phygital ganhando força

A boutique da Jacquemus, na avenue Montaigne, em Paris, é um convite à interatividade e às experiências imersivas. Com uma vitrine que apresenta um computador vintage com a mensagem “site fora do ar”, o espaço incentiva o público a explorar a loja fisicamente.

O espaço também conta com um design minimalista e luxuoso, valorizando os produtos como obras de arte. E com uma fachada com grandes janelas que iluminam o espaço e reforçam a estética moderna da marca. A loja transforma o ato de comprar em uma experiência sensorial que mescla tecnologia, design e exclusividade.

5. Ecoparada da Bauducco: experiência e interatividade em 1000m²

A Ecoparada da Bauducco é uma loja-conceito que leva a interatividade a outro patamar. Com mais de 1000m², o espaço oferece uma imersão na história e na produção da marca, tudo isso através da:

  • Criação de panetones personalizados, em um espaço lúdico e interativo;
  • Telões com fones de ouvido, permitindo que os visitantes assistam à história da Bauducco;
  • Produção de panetones ao vivo, aproximando o consumidor da marca.

A Ecoparada Bauducco é um exemplo de como o phygital pode transformar o PDV em um ambiente de experiência e conexão com os clientes.

Conclusão

O varejo phygital está redefinindo o ponto de venda, criando experiências imersivas e interativas que envolvem os consumidores de maneira inovadora. Ao integrar tecnologia, personalização e interatividade, essas lojas mostram que o futuro do varejo é uma combinação perfeita entre o físico e o digital.

Seja através de análises personalizadas, vitrines interativas ou instalações artísticas digitais, as marcas que apostam no phygital estão criando novas formas de engajamento e fidelização. Fique de olho nessas tendências e acompanhe como o varejo continuará evoluindo nos próximos anos!

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#WonderNews: Experiências sensoriais; Utilização de dados no varejo (e mais!) Comentários desativados em #WonderNews: Experiências sensoriais; Utilização de dados no varejo (e mais!) 1616

sensoriais

Bem-vindo à #WonderNews: a newsletter da Alice Wonders que conecta você às principais tendências de tecnologia, design, arquitetura e experiências sensoriais com foco no cliente e no fortalecimento da marca para as lojas físicas, no Brasil e no mundo.

Em um mercado de consumo cada vez mais dinâmico, essas áreas desempenham um papel essencial na construção de espaços e interações que encantam e criam conexões emocionais com os clientes.

Pensando nisso, acompanhe insights valiosos, inovações e ideias que inspiram transformações e potencializam o sucesso das marcas. Pegue seu café e aproveite a leitura. ☕️

Pop-up como experiências sensoriais e sociais

A CASETiFY se uniu à marca Butter Bear para criar uma pop-up tão doce quanto estratégica: a Spring Dessert Shop, que tomou conta da Ground Plaza do MixC Phase II, em Hangzhou. Com estética pastel, clima lúdico e um universo kawaii cuidadosamente construído, a ativação explora o poder do encantamento para atrair, engajar e gerar conteúdo.

No centro da experiência, uma caixa de presente de edição limitada — disponível apenas na pop-up — e brindes surpresa que incentivam o compartilhamento espontâneo e a visita física ao espaço.

A ação reforça uma tendência: o varejo tem apostado em espaços temporários como plataformas para testar novas coleções, contar histórias de marca e gerar desejo em tempo real, apostando em experiências sensoriais.

Ao unir o apelo visual da Butter Bear com a tecnologia trend da CASETiFY, a colaboração mostra como narrativa, coleção e experiência podem coexistir para criar algo memorável, que vai muito além do ponto de venda.

Como a Metic Lounge transforma o design em imersão sensorial

Em meio à movimentada Xangai, o Metic Lounge, assinado pelo All Design Studio (ADS), é um excelente exemplo de como o varejo — e o entretenimento — podem explorar arquitetura, tecnologia e emoção para criar experiências memoráveis e sensoriais.

Com um layout em formato de quarto de esfera, o espaço foi projetado para funcionar como um “campo magnético”. Essa metáfora, longe de ser apenas poética, se traduz em um ambiente imersivo, com controle intencional de luz, som e espacialidade. Ao entrar, o visitante é guiado por um corredor alto e arqueado que elimina o ruído externo e amplia a sensação de profundidade.

Mais do que visualmente impactante, o projeto usa estratégias sensoriais como ferramenta de experiência. A iluminação dinâmica, os materiais refletivos e a distribuição do mobiliário conduzem a jornada do usuário por diferentes atmosferas, desde o bar central até salas privativas de KTV e uma sala de charutos.

Para marcas e negócios, o Metic Lounge é um case que mostra como espaços podem ir além da função estética e se tornarem ambientes imersivos, pensados para conexão emocional, social e estratégica.

Na prática, é o tipo de ativação que entrega mais do que um local físico: oferece contexto, memória e significado — exatamente o que o novo consumidor busca ao sair de casa.

Amouage reabre em Omã e aposta em emotioneering para evocar emoções

A casa de alta perfumaria AMOUAGE acaba de reabrir sua flagship em Omã com um projeto que não apenas impressiona — mas emociona. E faz isso com uma estratégia cada vez mais presente no varejo global: o emotioneering.

Com uma árvore de olíbano gigante atravessando dois andares, a boutique transforma arquitetura em narrativa, design em símbolo e espaço em sentimento. Tudo na loja comunica o território da marca, da origem no deserto de Omã às vitrines pensadas como verdadeiras obras de arte.

Nada ali é genérico. Dos tons claros que remetem às dunas às formas orgânicas que conectam o cliente à natureza local, a experiência é sensorial, simbólica e profundamente emocional.

Mais do que uma loja, a flagship da AMOUAGE é um manifesto. Um exemplo de como o ponto de venda pode se tornar um ponto de fascínio — quando une storytelling, identidade visual e intenção emocional.

Esse é o tipo de projeto que não apenas vende um produto de luxo: ele vende pertencimento, cultura, memória. Para marcas que querem se destacar no mercado premium, a lição é clara: não basta criar impacto visual — é preciso criar impacto emocional.

Glossier transforma o lançamento de sua fragrância em uma experiência multissensorial

Para lançar a fragrância Glossier You Fleur, a marca transformou a Galerie Joseph, em Paris, em um campo imersivo onde tecnologia e emoção se encontraram de forma poética.

Criada em colaboração com o Random Studio, a ativação levou o conceito de storytellings sensoriais a um novo patamar: flores digitais que reagiam aos movimentos do público, fragrâncias representadas por pavilhões de luz, som e cor, e uma inteligência artificial que analisava expressões faciais e posturas para gerar poesia personalizada em tempo real.

Sim, a tecnologia leu o seu rosto e devolveu um sentimento. Uma experiência de marca onde o digital não é ferramenta, mas parte ativa da narrativa emocional.

Essa fusão entre IA espacial, reconhecimento emocional e design interativo mostra como o varejo do futuro já está sendo escrito e sentido. Em vez de explicar um produto, a Glossier decidiu fazer o consumidor senti-lo.

E é aí que mora a força do projeto: um uso inteligente da tecnologia a serviço da sensibilidade, que transforma o ponto de venda em um ponto de conexão profunda com o público.

Dados que conectam pessoas e produtos

A Old Navy acaba de dar um passo importante na sua transformação digital: firmou parceria com a Radar, solução que une RFID, visão computacional e IA para rastrear produtos com precisão quase cirúrgica — em tempo real e no ponto de venda.

O objetivo? Fornecer aos colaboradores informações sobre localização de estoque em nível de item, otimizando reposição, atendimento e experiência omnicanal.

Mas o que mais chamou atenção nesse projeto foi algo além da tecnologia em si: a aposta clara no poder dos dados como motor da experiência. A Old Navy quer operar lojas físicas com a mesma precisão de um e-commerce. E isso só é possível com dados inteligentes em tempo real.

Esse tipo de iniciativa conversa diretamente com o que criamos aqui na Alice Wonders: o Granometrics — nosso sensor instalado nas tecnologias, que analisa fluxo, comportamento e interação do consumidor no espaço físico. Qual área tem mais tráfego? Qual produto atrai mais olhares? Onde os clientes passam mais tempo?

São dados que, quando bem utilizados, ajudam marcas a personalizar seus ambientes físicos com base no que realmente importa para o público.

Porque, no fim, tecnologia por si só não transforma. Mas tecnologia com propósito e inteligência de dados… essa sim, muda o jogo.

A loja virou palco na H&M

A H&M apagou todo seu feed no Instagram. Fez show surpresa da Charli XCX na Times Square. Transformou seu site em uma grande vitrine comprável de experiências.

A coleção de fim de ano virou só o pano de fundo. O que a marca realmente fez foi reposicionar o ponto de venda como um lugar de vivência cultural, conectando-se com o estilo de vida das Gerações Z e Alpha.

Além do conteúdo digital repaginado, a H&M apostou em eventos físicos, campanhas com influenciadores e ações integradas em múltiplos canais — tudo para tornar a marca mais presente no cotidiano (e no feed) do consumidor jovem.

A estratégia mostra como o varejo físico pode — e deve — deixar de ser apenas um local de compra. E passar a ser um espaço de conexão, engajamento e entretenimento. A nova geração quer mais do que produto: ela quer fazer parte de algo.


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