Modelo Phygital nas agências bancárias: é o fim do atendimento presencial? 0 46

Agência bancária Itaú Uniclass como exemplo de transformação do atendimento físico

Quando os bancos digitais explodiram no mercado, muitos acreditaram que isto seria o fim das agências bancárias. Entretanto, elas ainda continuam de pé e, ao contrário do que se pensava, aprenderam a se adaptar ao novo cenário. 

Mesmo com o crescimento dos apps bancários, a permanência da demanda por atendimento presencial em momentos decisivos só cresce. Infelizmente, em casos delicados como tentativas de golpes ou para tomadas de decisões, como o financiamento de uma casa, o atendimento presencial nas agências bancárias se faz imprescindível. 

Casos como esses nos mostram que o atendimento presencial está longe de acabar, mas ele está sendo ressignificado. O futuro é a união dos dois mundos: é o Phygital. Neste artigo, você entenderá o que é o modelo Phygital, por que as agências bancárias ainda importam e como o setor bancário está equilibrando tecnologia e empatia humana.

Boa leitura! 

O mito do fim das agências bancárias físicas

Antes de analisar se o atendimento presencial está realmente com os dias contados, é preciso esclarecer um termo que virou chave no varejo e no setor financeiro: o Phygital. A palavra nasce da fusão entre Physical (físico) e Digital (digital). 

Neste contexto, não se trata de escolher entre um app ou uma agência, mas de criar uma jornada onde os dois ambientes se complementam sem atrito, permitindo que o cliente comece uma operação no celular e a conclua presencialmente, ou vice-versa, de forma totalmente natural.

A chegada das fintechs e a consolidação do mobile banking provocaram uma verdadeira revolução na forma como nos relacionamos com o dinheiro. O celular virou a principal “agência” no bolso dos consumidores.

A fricção de ter que se deslocar, pegar uma senha e pegar filas apenas para consultar um extrato, pagar uma conta de luz ou fazer uma transferência foi eliminada quase instantaneamente. Com a chegada de inovações como o Pix, a validação por biometria facial e o atendimento via chat 24/7, as transações diárias tornaram-se 100% digitais. 

Mas sendo assim…

Por que o cliente ainda busca agências bancárias físicas?

Se a tecnologia resolveu a burocracia do cotidiano, por que as agências bancárias não fecharam todas as portas? A resposta está na complexidade das decisões e na natureza das relações humanas.

Quando a decisão envolve um grau elevado de incerteza, alto valor monetário ou momentos de crise, a tela do smartphone muitas vezes não basta. Contratar um crédito imobiliário de 30 anos, estruturar investimentos de alto valor, renegociar uma dívida crítica ou resolver um problema grave de fraude exigem o fator humano. 

A empatia, o olho no olho e a sensação de segurança de ser ouvido por um especialista trazem um conforto psicológico que nenhum algoritmo é capaz de reproduzir plenamente.

Além da questão emocional e consultiva, existe um ponto crucial de responsabilidade social e perfil demográfico. Parcelas expressivas da população ainda enfrentam barreiras de letramento digital, falta de acesso a conexões de alta velocidade ou limitações de usabilidade em smartphones. Para esses clientes, a agência física não é um luxo, mas o único ponto de acesso garantido à cidadania financeira.

Portanto, a agência não está morrendo por conta do digital, ela está apenas deixando de ser um espaço operacional para se tornar um hub de relacionamento, consultoria e apoio.

O que é, na prática, o banco phygital?

Uma experiência verdadeiramente Phygital permite que o cliente comece o atendimento pelo aplicativo e o finalize presencialmente, ou faça o caminho inverso, sem precisar repetir informações.

Por exemplo, o cliente pode iniciar uma simulação de financiamento pelo app, enviar seus documentos e, ao chegar à agência, o especialista já ter acesso ao histórico daquela interação. Da mesma forma, uma conversa iniciada presencialmente pode continuar posteriormente pelo aplicativo, mantendo as informações e o contexto do atendimento.

Outro caminho é combinar o autoatendimento digital com a possibilidade de suporte especializado dentro da própria agência. O cliente pode utilizar terminais ou telas interativas para realizar determinadas operações, receber orientações de inteligência artificial ou, quando necessário, ser conectado a um especialista por videochamada.

Essa combinação permite preservar a praticidade do digital sem eliminar o fator humano. O cliente tem autonomia para resolver questões simples, mas pode acessar rapidamente um profissional quando a situação exigir orientação mais personalizada.

Assim, a agência deixa de ser apenas um ponto de atendimento e passa a funcionar como uma ponte entre tecnologia e relacionamento humano, oferecendo diferentes níveis de autonomia e suporte dentro de uma mesma jornada.

AW unindo o melhor dos dois mundos 

Combinando design de experiências, tecnologia, conteúdo e estratégia, a Alice Wonders cria jornadas que aproximam o universo digital do físico, não como canais independentes, mas como partes de uma mesma experiência.

Seja por meio de ambientes interativos, experiências imersivas, jornadas personalizadas ou soluções que conectam o espaço físico aos canais digitais, a proposta é criar experiências Phygital que reduzam atritos, estimulem o relacionamento e coloquem o cliente no centro da jornada.

Mais do que levar tecnologia para dentro da agência, trata-se de repensar o papel do espaço físico na relação entre marcas e pessoas. A Alice Wonders transforma tecnologia em experiência e espaços físicos em pontos de conexão entre marcas, pessoas e possibilidades.

Quer saber como transformar agências bancárias e outros espaços físicos em hubs de experiências para o consumidor? Clique aqui e entre em contato conosco! 

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Além do produto: o poder do Custom Shop no varejo Comentários desativados em Além do produto: o poder do Custom Shop no varejo 181

Fachada da loja New Balance com conceito de Custom Shop, oferecendo uma experiência de personalização e inovação no varejo físico.

Sabe quando você compra um produto e o vendedor te dá a chance de personalizá-lo na hora? Seja colocando um strass no chinelo, o adesivo que você quer na capinha do celular ou estampando na hora a sua camiseta? Pois bem, essa ação é a porta de entrada para um conceito muito mais profundo e estratégico: o Custom Shop.  

Por muito tempo, o termo foi atrelado ao universo musical e significava uma divisão especial dedicada a fabricar produtos sob encomenda, altamente personalizados e com qualidade premium. Hoje, O Custom Shop é um dos conceitos em alta no varejo, pois se refere a um espaço físico (ou um serviço integrado) onde o cliente deixa de ser um mero comprador passivo e se torna um co-criador do produto, modificando-o em tempo real de acordo com seu gosto, necessidades e identidade.

O desejo por exclusividade saiu dos nichos e invadiu o varejo de massa, seja no setor da moda, dos cosméticos, da tecnologia ou da decoração. Afinal de contas, quem não deseja ter um produto em casa que, ao olhar para ele, saiba que também contribuiu para sua criação? 

O consumidor atual não quer apenas comprar um produto; ele quer participar do desenvolvimento e ter algo que seja a sua cara. No varejo físico, a Custom Shop se transforma em um espaço de co-criação. Por isso, hoje conheceremos a fundo esse conceito e como colocá-lo em prática. 

O novo cenário do varejo físico 

Antes de qualquer coisa, precisamos entender que o varejo físico não é mais só um ponto de estoque e transação, pois quando falamos disso, já contamos com o e-commerce, que exerce muito bem este papel. O espaço físico se tornou um ponto de experiência e relacionamento.

Diante de tanta oferta padronizada na internet, a loja física ganha o jogo quando oferece o que a tela não consegue entregar: o toque, o processo artesanal ao vivo e o atendimento ultra-personalizado.

Hoje, o que leva o consumidor para dentro da loja não é mais o produto ou até mesmo a qualidade dele, mas toda a experiência que ele terá ali e que fará o produto comprado se tornar um mero detalhe perto de tudo o que ele vivenciou ali. 

Além disso, existe uma magia diferente em torno da possibilidade de poder criar algo. Em uma sociedade onde as coisas são tão parecidas, permitir que o cliente possa soltar a criatividade para personalizar um produto conforme o seu gosto, é um diferencial importantíssimo. 

É claro que pensar em levar o consumidor para o espaço físico parece um bicho de sete cabeças. Porém, existem tecnologias e soluções mais acessíveis do que imaginamos e que corroboram para que o Custom Shop se torne um dos conceitos mais presentes no varejo. 

Tecnologias e soluções: como o Custom Shop funciona na prática?

São diversas as ações que ficam debaixo do guarda-chuva do Custom Shop. Hoje, selecionamos três das mais versáteis e que podem ser aplicadas em diversos segmentos. Confira: 

Espaços de Co-criação 

Aqui, falamos de estações onde o cliente pode escolher, por exemplo, as fragrâncias para um perfume, os ingredientes para um cosmético, ou patches e bordados para uma jaqueta. A marca fornece o produto “pelado” e o cliente fica com a responsabilidade de estilizado conforme deseja.

Impressão 3D

Dentre diversas tecnologias do mundo da moda, essa é uma das que permite criar ou ajustar componentes do produto em minutos na própria loja. Por exemplo: imprimir em 3D botões personalizados com as iniciais do cliente para uma camisa, ou produzir um solado sob medida para o formato exato do pé do consumidor na hora. 

Espelhos e provadores inteligentes (Realidade Aumentada)

Já as telas interativas ajudam o cliente a simular combinações, cores e estampas antes da customização física. É possível se ver em uma tela com a jaqueta personalizada, para quando fazê-la, na prática, não correr o risco de se arrepender. 

Os benefícios estratégicos do Custom Shop para as marcas

Agora que vimos como é mais acessível do que pensamos a aplicação do conceito de Custom Shop nos espaços físicos, confira abaixo alguns dos benefícios que ele pode trazer para o seu negócio: 

  • Aumento do valor percebido: o cliente não se importa em pagar mais por algo que ele ajudou a criar. A margem de lucro cresce porque a percepção de valor é baseada em exclusividade;
  • Fortalecimento do vínculo emocional (LTV): um produto customizado carrega uma história. Toda vez que o cliente usar aquele item, ele lembrará da experiência na loja, gerando fidelidade;
  • Diferenciação de mercado: a marca deixa de brigar por preço e passa a competir por singularidade.

É claro que, assim como qualquer outra estratégia de negócio, o Custom Shop não trará esses e outros resultados do dia para a noite. É preciso constância e relacionamento contínuo com o seu público e time de vendas para que os benefícios sejam construídos. E é claro que, contar com parcerias de negócio que entendem a fundo sobre tecnologia e experiência no varejo faz toda a diferença. E é exatamente aí que a Alice Wonders entra.

Custom Shop e AW: a junção de tecnologia e experiência humanizada 

Criar conexões profundas e aumentar o valor percebido da sua marca no varejo físico exige estratégia, inovação e foco total na jornada do consumidor. A Alice Wonders ajuda marcas a traduzirem tendências em experiências práticas que encantam e fidelizam.

Quer transformar o seu ponto de venda em um espaço Custom Shop e um palco de experiências memoráveis? Clique aqui e conheça mais sobre o nosso trabalho! 

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Case Magic Floor Galeria Laguna & Alice Wonders: quando a tecnologia encontra o propósito Comentários desativados em Case Magic Floor Galeria Laguna & Alice Wonders: quando a tecnologia encontra o propósito 164

Magic Floor desenvolvido pela Alice Wonders para o Grupo Laguna, permitindo que visitantes explorem um apartamento em escala real por meio de uma experiência imersiva e interativa.

Já imaginou entrar em um espaço vazio, mas que estará completo? O que parece loucura, nada mais é do que o Magic Floor, uma tecnologia imersiva que permite mostrar às pessoas ambientes diversos, sem que ela precise sair do lugar. 

Em muitos setores do varejo, principalmente no imobiliário, existe uma dor genuína dos profissionais da área, que é justamente encontrar uma alternativa ao apartamento decorado tradicional que continue proporcionando ao cliente a sensação de estar dentro do imóvel.

Muitas vezes, encontrar espaços físicos que comportem a construção do decorado e ainda permitam uma circulação saudável dos clientes no espaço, pode ser algo difícil de se encontrar e de caber no bolso. 

Agora, já imaginou usar apenas uma sala para apresentar todo um decorado ao seu cliente? Pois bem, foi isso que o Galeria Laguna fez em parceria com a Alice Wonders e que iremos mostrar no conteúdo de hoje. 

Os desafios que deram origem ao projeto

A Galeria Laguna é um grupo empresarial do setor imobiliário, reconhecido principalmente por seus empreendimentos de alto padrão em Curitiba. O grupo tem como propósito tornar as cidades mais belas e melhores para viver, investindo em arquitetura autoral, inovação, sustentabilidade e qualidade de vida.

Para a apresentação deste projeto, o grupo tinha como objetivo não apenas apresentar a planta do novo apartamento, mas fazer o visitante imaginar sua própria vida naquele espaço. Dentre os desafios que surgiram nessa jornada, alguns deles foram: 

  • Fugir de uma apresentação fria e técnica: a ideia era falar sobre o imóvel trazendo o cliente para perto, permitindo com que ele já pudesse se imaginar vivendo ali;
  • Tudo precisava representar exatamente o apartamento real: cada milímetro das medidas do decorado precisavam respeitar a planta original;
  • O posicionamento sustentável precisava ser respeitado: não fazia sentido a empresa, que preza pela sustentabilidade, fazer mais um decorado físico que gerasse mais custo de dinheiro e descartáveis.

E é claro que vencer esses desafios não seria possível apostando no mesmo. Por isso, em vez de construir um apartamento físico, foi criado um Magic Floor no formato de uma planta humanizada em escala real, permitindo que o visitante percorresse todos os ambientes como se estivesse no imóvel. 

Conheça o Magic Floor desenvolvido para o Galeria Laguna

A Alice Wonders, em parceria com a Galeria Laguna, desenvolveu um Magic Floor para esse projeto mega especial. Ele se trata de um piso interativo que combina projetores, sensores de movimento e software para transformar o chão em uma superfície digital responsiva. 

Quando uma pessoa pisa ou movimenta os pés sobre a projeção, o sistema detecta os movimentos em tempo real e faz com que os elementos projetados reajam à interação. 

Clique aqui e confira o vídeo completo do case! 

Muito mais do que apenas resultados financeiros, com o Magic Floor, a empresa pode trazer uma experiência inovadora e acessível para os seus potenciais clientes. “Imagina a alegria de um cadeirante passeando por cima de uma planta sabendo que aquele local ali é específico para ele.“, disse um dos representantes do Grupo.  

O time da AW desenvolveu um Magic Floor que mapeou todo o espaço disponível em uma escala 1:1, garantindo fidelidade total às dimensões do empreendimento e entregou muito mais do que uma experiência imersiva, mas um momento de conexão entre cliente-marca e cliente-produto.

O cliente precisa se conectar com o espaço.” e “Para ser memorável, a gente tinha que tocar no emocional.” Essas foram algumas frases trazidas pelo time do grupo e que apenas reforçam que, para vender, é preciso muito mais do que apenas boas estratégias, mais parcerias ideais para auxiliar na construção de um espaço imersivo, emocional e humano. 

Como desenvolver um projeto com Magic Floor na Alice Wonders 

O Magic Floor é apenas uma das soluções oferecidas pela Alice Wonders e que podem transformar a experiência do consumidor no varejo e apoiar em projetos que alinhem tecnologia, dados e personalização. O projeto, segundo os próprios representantes da marca, representa: 

  • Conexão: pois o cliente passa a se enxergar vivendo naquele espaço.
  • Performance: porque a experiência foi criada para aumentar o potencial de vendas.
  • Disruptivo: porque substitui um modelo tradicional do mercado imobiliário por uma solução imersiva, sustentável e inovadora.

Se você deseja desenvolver um Magic Floor em um projeto ou fazer algo parecido no seu negócio, clique aqui e conheça mais sobre o nosso trabalho. 

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