Design Efêmero: Novas experiências de consumo em tempos imediatistas Comentários desativados em Design Efêmero: Novas experiências de consumo em tempos imediatistas 6565

Design Efêmero

Em tempos de expectativas de altos retornos com baixo investimento, incertezas econômicas e novas gerações ascendendo como consumidores, só existem dois caminhos: desistir ou se transformar.

Neste resumo de um talk que fiz na última ABCasa Fair, abordo essas dores e como usar a experiência como agente transformador do varejo tradicional.

Um teste rápido de autoconhecimento 

Leia a frase a seguir e dê uma nota de 1 a 10 para o quanto você se vê nela. Vamos lá: 

“Se você não tem Déficit de Atenção é porque não está prestando atenção a nada.”

E aí? 1, 5, 10?!

Neste caso, quanto mais alta a nota, melhor. A verdade, no entanto, é que precisamos exercitar o foco na hora de pensar em soluções e o FOMO no restante do tempo, mas vamos ao que interessa. Como é um resumo, vou tratar dos 3 tópicos centrais: Imediatismo, Efemeridade e Experiência.

Imediatismo

Já falamos muito sobre a quantidade de informação disponível, mas o que esquecemos de falar é que entre todas elas encontramos terabytes de histórias de sucesso, de superação, de enriquecimento rápido, enfim, encontramos todo tipo de solução para problemas que vivenciamos diariamente. 

A questão é que essas histórias, em geral, falham em contar que o caminho foi longo, penoso e o resultado não foi imediato, que custou horas de sono, dores de cabeça, momentos de incredulidade e muito mais. Como consequência, aprendemos um pouco sobre o problema, um pouco mais sobre a solução, muito sobre o resultado e nada sobre as complicações do meio do caminho. Isso tem feito de todos nós, pessoas imediatistas. Sim, eu disse TODOS NÓS e não só millennials ou GenZ. Eu sentado da minha cadeira geração X me vejo obrigado a admitir que não sou diferente, aliás, vejo imediatismo em bebês, mexendo no youtube dos smartphones dos pais, tanto quanto em baby boomers que não saem do Face. 

Queremos tanto resultados imediatos que esperamos uma recompensa a cada interação, a cada momento, o que chamamos de Micro Momentos (fig.1). E todo esse imediatismo se transfere também para o momento da compra e influencia nossos comportamentos e decisões.

Micro momentos

Essa recompensa instantânea é o que chamamos de Experiência. 

Efemeridade

Para criar, ou melhor, proporcionar essa recompensa instantânea e proporcionar a melhor experiência, precisamos passar a pensar em momentos e momentos são passageiros, duram só um ou alguns instantes.

Efêmero quer dizer isso, passageiro, algo que não é permanente. Antes nos preocupávamos apenas com as coisas palpáveis como a forma e a função, coisas tangíveis e que, no caso de produtos, levávamos para casa e ficavam ali conosco. Hoje, no entanto, o que se consome são momentos e precisamos aprender a pensar e a desenhar momentos.

O trabalho do designer é criar essa recompensa imediata. O designer passa a pensar na experiência que as pessoas vão viver naquele momento, seja na loja ou nas interações com o produto ou serviço.

O bem mais valioso da interação do cliente com meu produto ou espaço é uma memória.

Abrir uma caixa, por exemplo, sempre foi um ato efêmero e até pouco tempo, sem muito significado, até que alguém, Mr. Jobs ou Sir Jony Ive, teve a ideia de transformar o abrir uma caixa em um momento inesquecível, uma experiência. E assim nasceu o unboxing. Um ato efêmero que o design transformou em experiência.

Experiência

“Produtos e Serviços não são mais suficientes para garantir crescimento econômico” – The Experience Economy, 1988. 

Para entender o que chamamos hoje de experiência, precisamos primeiro entender que não se trata de um modismo ou de uma novidade marqueteira, mas sim de um movimento econômico global, abastecido pelas interações e rápido acesso à informação que a vida digital nos proporcionou.

Saímos da economia agrária para a industrial, desta para a de serviços e agora para o que chamamos de A Economia da Experiência. Nela, essencialmente, produtos agrícolas, industrializados e até os serviços se tornaram grandes commodities, com preço regulado pela oferta e demanda e com valor agregado muito baixo. 

Hoje para ter valor, é preciso ter experiência. Segundo um relatório da Salesforce de 2018, 9 em cada 10 consumidores brasileiros preferem a experiência ao bem ou serviço oferecido. Ou seja aquela história do “meu produto é bom e todo mundo vai comprar”, acabou. Hoje apenas 49% das pessoas que entram em uma loja, entram para comprar (fonte: Gensler, 2017), mas o varejo continua sendo feito apenas para estes e, dessa maneira, desprezamos mais da metade das pessoas que entram em nossas lojas.

Não entender isso é o que tem feito com que muitas lojas percam movimento, clientes, vendas e acabam fechando. Por essa ótica, o apocalipse do varejo continua, mas só para os varejistas que ignorarem que não os tempos é que mudaram, mas sim a economia global!

Designers, varejistas, diretores de marketing e até c-levels precisam acatar esta “nova ordem mundial” e agir de acordo. E para isso, é preciso entender o que Experiência é de fato.

Experiência não é um bem glorificado ou serviço exaltado, nem é entreter o consumidor.

A experiência é um ato planejado em que cada momento é desenhado com precisão para alcançar o objetivo máximo de tornar memorável algo efêmero como um visita a uma loja. Na Alice Wonders trabalhamos sobre 4 pilares: Escapismo, Estética, Educação e Entretenimento e tudo, envolvido com muita tecnologia que serve para atrair e engajar quanto e assim colhemos dados mapeando o comportamento do shopper. É a soma desses 4 pilares que transforma momentos em experiências.

Nos exemplos abaixo cada um dos pilares é destacado, mas analisando-os com mais profundidade, é possível identificar todos e entender porque são cases de sucesso.

Escapismo: Tirar o cliente da sua realidade.

Flagship Casper NY – O cliente pode agendar um “nap time” e dormir por meia hora em pods isolados para testar os colchões da marca. Com pijamas inclusive! 

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Estética: O nome já explica, mas é o que deu origem ao termo “Instagramável”.

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Photo by Lance Matthew Pahang on Unsplash

Educação: Quando instruímos o cliente sobre produtos ou serviços.

Este é um projeto da Alice Wonders para um lançamento imobiliário. Para “educar” sobre a vista de cada andar e de cada lado, desenvolvemos um simulador de vôo em que o cliente controla seu drone.

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Entretenimento: Tudo aquilo que distrai, diverte.

Neste projeto desenvolvemos um simulador de elevador panorâmico para mostrar a incrível vista do apartamento. Uma abordagem diferente para o mesmo problema.

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Se você chegou até aqui é porque valeu a pena. Se não, tente lembrar só desta frase:

A experiência deve engajar o indivíduo e criar uma memória.

Uma venda é só uma venda, uma experiência se transforma em muitas vendas!

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Co-CEO da Alice Wonders, um estúdio de Experiências Digitais para o varejo. Em 25 anos de experiência, já criei e participei de projetos de inovação reconhecidamente bem sucedidos nos mais variados segmentos. Hoje, à frente da Alice Wonders, abro o escritório todos os dias empolgado com as novas ideias e projetos desafiadores que surgem a cada momento. Sou tech driven e sempre desafio a ideia de que algo não pode ser feito.

#WonderNews: Experiência do cliente em foco; Slow Retail (e mais!) Comentários desativados em #WonderNews: Experiência do cliente em foco; Slow Retail (e mais!) 1081

cliente

Bem-vindo à #WonderNews: a newsletter da Alice Wonders que conecta você às principais tendências de tecnologia, design, arquitetura e experiências com foco no cliente e no fortalecimento da marca para as lojas físicas, no Brasil e no mundo.

Em um mercado de consumo cada vez mais dinâmico, essas áreas desempenham um papel essencial na construção de espaços e interações que encantam e criam conexões emocionais com os clientes.

Pensando nisso, acompanhe insights valiosos, inovações e ideias que inspiram transformações e potencializam o sucesso das marcas. Pegue seu café e aproveite a leitura. ☕️

Urban inaugura primeira flagship no Morumbi Shopping e aposta na experiência do cliente

A Urban, marca da Aramis Inc., acaba de abrir sua flagship no Morumbi Shopping. O grande diferencial do espaço é o provador central, projetado para incentivar os clientes a experimentarem as peças inovadoras da marca, que unem tecnologia e design minimalista.

A escolha do shopping foi estratégica, considerando o alto fluxo de pessoas e o sucesso das vendas da Urban dentro da Aramis. E é claro que as expectativas em torno desse projeto são as melhores possíveis. Quem fala mais sobre isso é Ghiselle Abreu, Gerente Brand Experience da Aramis:

Nossa expectativa com a abertura da primeira loja da Urban em SP é de alcançar o reconhecimento e acelerar a expansão dessa proposta inovadora. Acreditamos que a combinação de tecnologia, sofisticação e praticidade conquistará, cada vez mais, o homem moderno. Nosso objetivo é superar as expectativas dos nossos consumidores desde a primeira prova. O futuro da marca é promissor!

Camila Salek, CEO e Sócia-Fundadora da Vimer Retail Experience, empresa responsável pelo design que deu vida ao espaço, comenta mais sobre qual foi a ideia central desse projeto e como ela foi desenvolvida:

O provador é o coração da loja, o centro da experiência que conecta tecnologia, usabilidade e interação. Criamos um espaço onde experimentar não é o fim da jornada, mas o começo de uma nova relação com a marca. Na Urban, quem prova, leva — e por isso, o consumidor não dá mais que dois passos até estar dentro desse hub de experimentação.

Slow Retail na New Balance

Dizem por aí que o varejo físico está em declínio, mas a verdade é outra: ele está se reinventando. As marcas que entendem isso estão transformando seus espaços em muito mais do que lojas — são plataformas vivas de conexão, onde cada detalhe conta uma história.

A New Balance levou esse conceito a outro nível com sua sede renovada em Boston Landing. O espaço é uma experiência imersiva que traduz sua essência. Elementos industriais se misturam a materiais quentes, criando um equilíbrio entre performance e lifestyle. Cada canto da sede convida à descoberta: da tradição no artesanato ao impacto da marca no esporte e na cultura.

Boston Landing se tornou um manifesto vivo da New Balance. Uma prova de que o varejo físico segue firme, evoluindo para criar laços mais profundos e autênticos com seu público.

Puma x F1: adrenalina, streetwear e o futuro do varejo imersivo

Se tem algo que a Puma sabe fazer bem, é transformar compras em experiências. Depois do sucesso do Speedcat Pop-Up, a marca acelera ainda mais com “Beyond the Roar”, sua nova instalação no West Bund Dream Center, em Xangai.

Desta vez, o universo da Fórmula 1 ganha vida em uma réplica realista de um carro de corrida, onde cada detalhe transporta os visitantes para os bastidores do automobilismo. Algumas coisas tornam a imersão ainda mais completa, como:

  • Itens lendários;
  • Novos macacões de corrida da temporada 2025;
  • Colaborações exclusivas com a Ferrari;
  • Entre outros.

A fusão entre performance e streetwear segue firme, trazendo peças que reinterpretam a estética das pistas para as ruas.

O espaço não é só uma vitrine de produtos – é um portal para a cultura do automobilismo. Com ativações interativas e designs exclusivos para o público chinês, a Puma reforça que o futuro do varejo vai muito além da transação: está na emoção, na vivência e na conexão.

Mais tecnologia na nova Bath & Body Works

A Bath & Body Works está dando um novo ar às suas lojas com o conceito Gingham+, um design atualizado que combina experiência sensorial e tecnologia. A novidade inclui corredores mais amplos, navegação intuitiva e zonas dedicadas para categorias específicas de produtos.

Em algumas unidades, o cliente pode testar fragrâncias em barras de aroma interativas, enquanto vídeos explicativos ajudam na descoberta de novos produtos. O foco? Conquistar a Geração Z, um público que valoriza experiências imersivas antes de comprar.

Para isso, a marca investiu em paletas de cores mais suaves e um ambiente que transmite mais relaxamento. A mudança faz parte de uma estratégia maior: tornar-se uma marca ainda mais jovem e fortalecer sua presença fora dos shoppings, onde já opera cerca de 60% de suas lojas.

Tendência ASMR em Hong Kong: quando vai chegar ao varejo?

A exposição “WEIRD SENSATION FEELS GOOD: The World of ASMR”, curada por James Taylor-Foster, acaba de fazer sua estreia na Ásia, trazendo uma experiência multissensorial única para Hong Kong. Criada em parceria com o ArkDes (Centro Nacional de Arquitetura e Design da Suécia) e o Design Museum de Londres, a mostra explora o impacto do ASMR na cultura contemporânea.

Fenômeno global, o ASMR — Resposta Sensorial Meridiana Autônoma — é conhecido por despertar uma sensação de calma e bem-estar. Na nova exibição em AIRSIDE, Hong Kong, os visitantes podem explorar obras inéditas de artistas locais, experimentar a sonoridade da cidade e até criar suas próprias peças ASMR com objetos do dia a dia.

Outros destaques incluem a ASMR Arena, um espaço acolhedor revestido de tecidos macios, e uma sala dedicada a Bob Ross, o icônico artista da TV. A exposição propõe uma reflexão sobre a solidão e as novas formas de conexão através do ASMR.

À medida que o ASMR ganha espaço em museus e galerias, sua influência no varejo é uma questão de tempo. Marcas já exploram o potencial sensorial do ASMR para criar experiências imersivas que elevam o engajamento do cliente, desde campanhas publicitárias com sons relaxantes até espaços físicos que estimulam o toque e a audição.

Alice Wonders leva inovação digital para a Farmácia do Futuro

Entre os dias 18 e 20 de março, a Alice Wonders marcou presença na Farmácia do Futuro, um dos destaques da Abradilan Conexão Farma 2025, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo. A startup, referência em experiências digitais para o varejo, apresentou suas soluções LIFT+ e SCAN+, que unem interatividade e inteligência de dados para aprimorar a jornada do consumidor no ponto de venda.

O LIFT+ permite que, ao retirar um produto da prateleira, o cliente visualize automaticamente conteúdos explicativos em vídeo, tornando a experiência mais intuitiva e informativa. Já o SCAN+ transforma o código de barras em um gatilho de engajamento, oferecendo descontos, informações detalhadas e programas de fidelidade.

Além de melhorar a experiência do cliente, essas tecnologias geram dados estratégicos para as farmácias, auxiliando na tomada de decisões com base no comportamento real dos consumidores.


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Retail Media em alta: por que este mercado cresce tanto?  Comentários desativados em Retail Media em alta: por que este mercado cresce tanto?  1237

retail media

O conceito de retail media está se tornando muito comum no mercado de varejo, especialmente com o crescimento das estratégias de marketing digital. Esse modelo de publicidade não apenas ajuda as marcas a alcançarem seus consumidores de forma mais eficaz, mas também cria novas oportunidades para as lojas do varejo se tornarem mais interativas e personalizadas. 

Mas por que esse fenômeno tem ganhado tanta força? A resposta está na capacidade do retail media de integrar as campanhas publicitárias diretamente no ambiente de compras, o que oferece uma experiência mais fluida e relevante para os consumidores. 

Em vez de depender exclusivamente de anúncios em mídias tradicionais ou redes sociais, o retail media permite que os anunciantes se conectem diretamente com seus públicos-alvo enquanto eles já estão no momento de decisão de compra.

Além disso, não podemos deixar de destacar o fato de que as novas tecnologias de coleta de dados em tempo real têm permitido que as lojas do varejo criem experiências cada vez mais personalizadas para os consumidores. 

Isso faz com que o retail media se torne uma ferramenta ainda mais poderosa, pois permite que os varejistas entendam melhor o comportamento de seus clientes e ajustem suas estratégias de marketing de maneira rápida e eficaz.

Tendo isso em vista, hoje vamos entender o que é o retail media, como ele funciona, e explorar os motivos que explicam o seu constante crescimento, além de avaliar tendências desse mercado, que estão impulsionando tal transformação e revolucionando a experiência de compra. 

O que é o retail media e como ele funciona? 

Em uma tradução literal, o termo retail media significa mídia de varejo, um conceito que está revolucionando a forma como marcas e anunciantes se conectam com os consumidores dentro dos ambientes de varejo. 

Esse modelo de publicidade permite que marcas promovam seus produtos diretamente nos canais de venda de grandes redes varejistas, como marketplaces, e-commerces e até mesmo na loja do varejo físico. 

Dessa forma, a comunicação acontece no momento mais estratégico da jornada de compra: quando o consumidor já demonstra intenção de adquirir um produto. A estratégia de retail media vem ganhando força globalmente e foi também um dos destaques da NRF, o maior evento de varejo do mundo. 

A NRF tem mostrado como os grandes players do setor estão investindo em mídias próprias dentro dos seus ecossistemas, criando novas fontes de receita e oferecendo às marcas um canal altamente segmentado para impactar o público certo, no momento certo.

O funcionamento do retail media é baseado na combinação de dados de comportamento de compra com formatos publicitários integrados aos pontos de contato do consumidor, como anúncios em sites de varejistas, promoções personalizadas em aplicativos e telas digitais nas lojas físicas. 

Com isso, os varejistas se tornam verdadeiros espaços de mídia, proporcionando experiências mais relevantes e aumentando a conversão de vendas. Seja para marcas que desejam ampliar sua visibilidade ou para varejistas que buscam novas oportunidades de monetização, o Retail Media já se consolidou como uma das estratégias mais promissoras do mercado. 

Ficar de olho nas tendências apresentadas na NRF e as que estão chegando no mercado, é essencial para entender como esse modelo pode ser aplicado de forma inovadora dentro da sua loja do varejo e fortalecer sua presença no mercado.

Entenda os motivos pelos quais o Retail Media está em alta no mercado 

Como bem vimos até aqui, o retail media tem se consolidado como uma das maiores tendências do mercado global, transformando a maneira como marcas e varejistas se relacionam com os consumidores. 

Com um crescimento expressivo, essa estratégia já movimenta bilhões de dólares e está cada vez mais presente nas estratégias de marketing digital de grandes redes de varejo. Mas você já parou para pensar no por quê o retail media está em alta e sendo amplamente adotado? 

Para responder essa pergunta, destacamos cinco motivos que explicam esse fenômeno e sua relevância no mercado. Confira eles abaixo: 

1 – Mercado bilionário em expansão

O retail media não é apenas uma tendência passageira, mas sim um setor em constante expansão. Segundo estimativas, essa modalidade de publicidade deve movimentar cerca de US$ 110 bilhões globalmente até 2026, mostrando o enorme potencial de crescimento. 

Esse avanço reflete o interesse crescente das marcas em investir diretamente nos pontos de venda, onde os consumidores já estão altamente propensos a comprar. Grandes empresas de varejo já estruturaram ecossistemas robustos de publicidade interna, atraindo investimentos expressivos e tornando-se verdadeiros gigantes da mídia.

2 – Adoção acelerada por varejistas e indústrias

O Brasil tem se destacado nesse cenário, acompanhando a tendência global. Pesquisas indicam que 79% das indústrias já utilizam o retail media, e todas elas enxergam essa estratégia como essencial para o futuro do varejo. 

Além disso, as marcas estão percebendo que anunciar dentro das plataformas de e-commerce e nas lojas do varejo físico pode ser muito mais eficiente do que mídias tradicionais, pois impacta diretamente os consumidores no momento da decisão de compra.

3 – Nova fonte de monetização para o varejo

Uma das razões para o rápido crescimento do retail media é seu impacto financeiro positivo para os varejistas. Grandes empresas já começaram a implementar estratégias de publicidade em suas plataformas, seguindo os passos de gigantes como Amazon e Mercado Livre. 

Ao transformar seus próprios canais de venda em espaços publicitários valiosos, essas empresas conseguem aumentar sua rentabilidade sem precisar depender exclusivamente da margem de lucro dos produtos vendidos. 

4 – Avanços tecnológicos e novas parcerias

A tecnologia tem sido uma grande aliada do crescimento do retail media. Grandes redes de varejo estão investindo pesadamente em inteligência artificial e análise de dados para tornar os anúncios mais assertivos e personalizados. 

Além disso, novas parcerias estratégicas entre varejistas e plataformas digitais estão sendo formadas para potencializar ainda mais esse mercado. A tendência é que, nos próximos anos, as campanhas de retail media sejam cada vez mais direcionadas e eficientes, proporcionando um retorno sobre investimento (ROI) ainda maior para as marcas.

5 – Destaque global e crescimento impulsionado 

A importância do retail media tem sido amplamente debatida nos principais eventos do setor, como a NRF, a maior feira de varejo do mundo. Nos últimos anos, a NRF tem destacado o avanço das plataformas de publicidade dentro do comércio eletrônico e físico, reforçando que essa é uma das estratégias mais promissoras do momento. 

As discussões na NRF Nova York mostram como os grandes players estão adaptando seus modelos de negócios para integrar o retail media, criando novas oportunidades para marcas e varejistas maximizarem suas vendas e o engajamento do público.

Esses são alguns dos pontos que explicam o porquê do retail media continuar crescendo em ritmo acelerado. Sua capacidade de impactar o consumidor no momento da compra, gerar novas receitas para os varejistas e oferecer campanhas altamente segmentadas o torna uma estratégia indispensável no cenário atual. 

Com o investimento contínuo em tecnologia, essa tendência só tende a se fortalecer nos próximos anos. Se você atua no setor de varejo ou trabalha com marketing digital, vale a pena ficar de olho no retail media e nas oportunidades que ele pode trazer para o seu negócio!

O futuro e as tendências do retail design 

O futuro do retail design está intrinsecamente ligado à integração de tecnologia e experiência do cliente, transformando o ambiente das lojas de varejo em espaços interativos e envolventes. 

Eventos como a NRF em Nova York, destacam tendências que apontam para a necessidade de inovação no design das lojas, visando atender às expectativas de consumidores cada vez mais conectados e exigentes.

Nesse contexto, a Alice Wonders se destaca como uma empresa especializada em criar experiências digitais no varejo. Combinando design, tecnologia e arquitetura, a empresa desenvolve soluções personalizadas que transformam o ponto de venda em um ambiente interativo, proporcionando uma jornada de compra diferenciada para os clientes. 

Ao investir em inovações no retail design, as lojas de varejo podem se destacar dentro de um mercado cada vez mais competitivo, oferecendo experiências únicas que fidelizam os consumidores e aumentam as vendas.

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